Páginas WEB são como avós, pais e filhos
Salvador, quarta-feira, 18/10/2000 – ATARDE – Caderno de Informática – página 5
Estranho né? Mas é verdade. Uma relação de mudanças de atitudes e sobretudo de comportamentos.
Se meu vô fosse vivo seriam 29 anos entre ele e meu pai. Meu velho hoje faz 59 (parabéns coroa!) Eu tenho 28, então são 31 de diferença. Eu ainda acho que ele pensou muito se ia botar esse doido no mundo ou não. Meu filho mais velho tem 4. Então são 24 de diferença!
Rapaz, esse André viaja muuuuito!
Sério! Deu para sacar o tempo de um para o outro? “Poseh”. Na web tudo é mais rápido. Algo em torno de 7 ou 8 anos. Mas, a lógica de mudanças de atitudes são parecidas com nossa vida real.
Comigo tudo está acontecendo no tempo certo. E, como não poderia deixar de ser é o mesmo com a web. Se, colocarmos em prática as linguagens dessas páginas e suas gerações web, veremos que a relatividade versus o tempo (a época) de seus objetivos é variável de acordo com as necessidades dos usuários e com o surgimento das tecnlogias.
Compliquei tudo? “Entonce” vamos facilitar a leitura: Surge o HTML. Alguns sites foram gerados em determinadas épocas, onde tinham um linearidade de conteúdo. Ou seja, suas páginas eram lidas do topo para a base (ainda existem sites assim. Olha a comparação com avós ainda vivos!). Os textos e as imagens eram alinhados à esquerda, as páginas demoravam uma eternidade para carregar. Ixi! como eram pesadonas. Os modems eram lentos, os monitores eram monocromáticos e as páginas eram feitas por técnicos.
Mas, a Netscape cirou algumas extensões em HTML que “revolucionaram” esses primeiros sites. As telas acinzentadas ficaram para trás e o “povo” começou a abusar de fundos coloridos, alguns até psicodélicos, ou muito doidos para ser mais exato (olha que ainda hoje se vê isso). Os menus passaram a possuir imagens com botões, aqueles em “3D”.
A tendência da home page com muitos ícones, figuras e botões, que levam as outras páginas surge persistindo até hoje em alguns casos.
E a geração mais atual? Tome design, design e mais design! A ordem é: de qualquer lugar você vai a qualquer lugar. Soluções criativas, boa tipografia e layouts bem diagramados.
Segundo David Siegel em seu livro: Criando sites arrasadores na Web III, o mesmo afirma que: “o design da terceira geração transforma um site de um menu em uma refeição!”
Depois dessas virão outras, mas isso é normal. Mas, na sua opinião, qual será a quarta geração de websites? Eu tenho uma reposta, mas gostaria de ler a de vocês.
Só para lembrar: não quero matar seus avós (mesmo porque meus filhos tem todos seus “voinhos” e “vozinhas” vivos ainda, graças a Deus.
Também não estou dizendo que sites de 1ª e 2ª gerações estão errados. Tudo tem seu tempo. É o ciclo natural e agora também virtual dos acontecimentos.
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