Consegui um cliente! Do que eu preciso para desenvolver um site?
Salvador, quarta-feira, 15/11/2000 – ATARDE – Caderno de Informática – página 5
Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas!
Até que enfim! Agora vou poder recuperar o dinheiro (ou parte dele) investido naquele curso que eu fiz de webdesign.
Mas, eu fiz o curso e instrutor não me ensinou como me colocar diante do cliente. E agora?
Pra isso eu tô escrevendo né? Para tentar tirar você do sufoco. Não posso resolver todos os seus problemas (até posso, mas vamos falar em algo em torno de alguns míseros reais pela consultoria – hehehe…)
Brincadeiras a parte, como chegar até o cliente? É simples:
Se você já entrou em contato com ele, procure ir ao encontro bem vestido (e não como você ia para as aulas, de bermuda e chinelo);
Marque um encontro num horário legal para os dois. Não chegue muito cedo para ele não ver sua cara de sono e não se atrase;
Se você já tiver uma idéia do tipo de produto/serviço que ele vai colocar na web tente levar alguma coisa pronta para surpreendê-lo (uma idéia de site delineado facilita na conversa e ele vai ver que você tem um grande interesse pelo serviço).
Tá, mas o que vou oferecer a ele em termos de tecnologia? O site será dinâmico ou estático? Que editor eu uso: Dreamweaver ou Frontpage? E para as imagens? Uso o Photoshop ou o Fireworks? E para animar? Flash, DHTML?
Antes de tentar responder o que vai usar, pergunte ao cliente O QUE ELE QUER E E QUANTO QUER GASTAR (se ele disser que quer gastar algo em torno de R$200,00 a R$500,00 saia desse esparro! Vá por mim, não vale a pena.)
Porque não vale a pena? Só para citar alguns ítens, você provavelmente vai gastar: Luz, telefone, celular e gasolina para seu carro (se você tiver) e muitas, muitas horas na frente do computador.
Continuo dizendo que cobrar R$10,00 por página é coisa de amador em web e quem paga é maluco! Cobrar por página limita a criatividade e pode ser que o conteúdo do site não caiba na quantidade de páginas que ele quer pagar (aí “mermão” o problema é seu. Eu avisei. Então, se vire…)
De nada adianta querer desenvolver um site cheio de tecnologia se:
O cliente não tiver o perfil para inovar;
Ele não tiver grana para pagar um produto “ultramoderno”
Você não souber usar as ferramentas (é um perigo isso. Nunca diga que vai fazer se não sabe usar).
Antes de tudo, procure, como eu disse no começo do artigo, na reunião com o cliente, saber o perfil deste e os produtos e/ou serviços que ele oferece e se, realmente existe a necessidade dele ter um website.
Tem gente que só quer ganhar o dinheiro e esquecer a ética e pode se dar muito mal nessa. Esse papo de que o website terá sucesso garantido só funciona se você tiver em sintonia com o cliente e sua empresa.
Depois de tudo acertado, vá para casa e tente relaxar. Nada de querer ficar agoniado e ir para a frente do computador. No meu caso, sempre que saio de uma reunião com um cliente, pego meus filhos e minha esposa e vou dar uma volta com eles.
Certo André, mas você não disse como e de que forma cobrar pelo serviço…
Verdade! Mas isso é uma outra história!
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