Personalizar, mas sem abusos!
Salvador, quarta-feira, 7/2/2001 – ATARDE – Caderno de Informática – página 4
Ou: Formulários chatos a amigos adivinhões
Muito tem se falado sobre dar uma maior atenção aos usuários em websites. Esse negócio de personalização na internet é “papo sério”. Você pode querer segurar o consumidor com textos, mas eles podem ter efeitos muitas vezes constrangedores.
A prova disso são os sites personalizados. Aqueles em que você entra e tem algum texto que diz mais ou menos assim: “olá fulano como é bom que você tenha voltado ao nosso site.”
Outro tipo bem conhecido de personalização do usuário é fazer com que o fulano se cadastre preenchendo um formulário que não tem mais tamanho. Formulários chatos, com perguntas demais, capazes de nivelar o usuário e sua inteligência. Isso é um perigo.
Isso pode até restringir algumas possibilidades na venda de seus produtos. Um exemplo? Ao se cadastrar para comprar determinado produto, o cliente é é muitas vezes obrigado a preencher um formulário para receber informações sobre o produto comprado e passa a receber no seu e-Mail notícias sobre as novas versões deste produto.
Esta tentativa de criar websites interativos com mensagens personalizadas do tipo atendentes de loja que querem mostrar o quanto é bom estar ali comprando e como eles estão satisfeitos com sua presença, sem objetivos claros, podem espantar o cliente.
Esse papo de querer identificar aquilo que o usuário gosta ou quer pode até ser comparado com aquele amigo que sabe tudo de você e que diz: “achei esse biscuit sua cara”
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