No Brasil, a profissão do designer não é regularizada. Devido a este fato, o mercado absorve diversos profissionais que enganam os clientes dizendo fazer design e existem diversos clientes que se acham espertos e deliberadamente abusam da boa vontade de alguns destes profissionais.
Em uma matéria na minha coluna semanal Design na WEB, publicada no Jornal A TARDE em 15/08/2001, alertei o mercado sobre a concorrência especulativa.
Mas afinal o que é especulação no design?
É o absurdo praticado por alguns clientes e “profissionais” onde o cliente solicita que o “designer” faça um layout do serviço proposto e que se ele gostar, paga pelo serviço. (?!)
Pensem no absurdo…
Mas o que leva algumas pessoas a praticarem isto?
Fazer design gráfico é um processo que leva tempo, demanda gastos e algumas pessoas que estarão envolvidas no projeto.
Se o cara ganhou um computador do padrinho, usa software pirata, mora com os pais, não paga energia elétrica para ligar o computador, não sabe quanto custa no fim do mês o valor da conta de telefone ou do celular, usa o carro do pai e não paga gasolina, imprime layouts no papel e com cartuchos de tinta remanufaturados que ele “consegue” no escritório do pai, não emite nota fiscal, e outras muitas variáveis envolvidas, este sim, pode se dar ao luxo de fazer o que bem entender com seu “valioso” tempo.
E, felizmente/infelizmente ficamos todos, a mercê deste profissional que transforma nossa profissão em um mercado “prostituído” e visto pelos clientes como somente aquele cara que “pega no mouse”. O felizmente colado no início deste parágrafo é para aquele cliente que ao levar prejuízo financeiro ao não ter o retorno esperado, vai aprender e nos procurar.
E, será inevitável, pagar novamente por um novo projeto.
Profissionais de design que sabem quanto custa pagar as despesas onde quer que ele trabalhe, seja em casa ou em um escritório, não devem de forma alguma participar deste mercado.
O Código de Ética da ADG, no capítulo III – Dos Honorários, Artigo 12º diz que “O designer gráfico não deve sozinho ou em concorrências, participar de projetos especulativos pelos quais só receberá o pagamento se estes vierem a ser aprovados”.
Então eis que surge a dúvida: “E eu que estou entrando no mercado agora? O que devo fazer?”
Se você é auto-didata, e se acha “miseravaum” estude e pesquise como se cobra por design em sua região. Se quiser ser mais humilde, procure um profissional da área para que ele possa instruir você. Para que ele mostre de que forma você deve cobrar pelos seus serviços, de que forma você deve se portar diante do cliente que se acha o conhecedor de design.
Se você é estudante de design, fale com seus professores, amigos que já trabalham em alguma empresa que NÃO PRATICA especulação. Com certeza eles irão indicar à você alguma maneira de fazer design da forma certa.
Trabalhar de graça? NUNCA!
Então, cabe àqueles que sabem o quanto custa investir seu tempo, seu dinheiro gasto em faculdades, universidades e cursos, quando tiverem oportunidade de desenvolver projetos de design, aceitar participar deste “tipo de negócio”.
E esse tal de “Ducum volentem fata, nolentem trahunt”?
* O Destino conduz quem consente e arrasta quem não consente.
No Brasil, a profissão do designer não é regularizada. Devido a este fato, o mercado absorve diversos profissionais que enganam os clientes dizendo fazer design e existem diversos clientes que se acham espertos e deliberadamente abusam da boa vontade de alguns destes profissionais.
Em uma matéria na minha coluna semanal Design na WEB, publicada no Jornal A TARDE em 15/08/2001, alertei o mercado sobre a concorrência especulativa.
Mas afinal o que é especulação no design?
É o absurdo praticado por alguns clientes e “profissionais” onde o cliente solicita que o “designer” faça um layout do serviço proposto e que se ele gostar, paga pelo serviço. (?!)
Pensem no absurdo…
Mas o que leva algumas pessoas a praticarem isto?
Fazer design gráfico é um processo que leva tempo, demanda gastos e algumas pessoas que estarão envolvidas no projeto.
Se o cara ganhou um computador do padrinho, usa software pirata, mora com os pais, não paga energia elétrica para ligar o computador, não sabe quanto custa no fim do mês o valor da conta de telefone ou do celular, usa o carro do pai e não paga gasolina, imprime layouts no papel e com cartuchos de tinta remanufaturados que ele “consegue” no escritório do pai, não emite nota fiscal, e outras muitas variáveis envolvidas, este sim, pode se dar ao luxo de fazer o que bem entender com seu “valioso” tempo.
E, felizmente/infelizmente ficamos todos, a mercê deste profissional que transforma nossa profissão em um mercado “prostituído” e visto pelos clientes como somente aquele cara que “pega no mouse”. O felizmente colado no início deste parágrafo é para aquele cliente que ao levar prejuízo financeiro ao não ter o retorno esperado, vai aprender e nos procurar.
E, será inevitável, pagar novamente por um novo projeto.
Profissionais de design que sabem quanto custa pagar as despesas onde quer que ele trabalhe, seja em casa ou em um escritório, não devem de forma alguma participar deste mercado.
O Código de Ética da ADG, no capítulo III – Dos Honorários, Artigo 12º diz que “O designer gráfico não deve sozinho ou em concorrências, participar de projetos especulativos pelos quais só receberá o pagamento se estes vierem a ser aprovados”.
Então eis que surge a dúvida: “E eu que estou entrando no mercado agora? O que devo fazer?”
Se você é auto-didata, e se acha “miseravaum” estude e pesquise como se cobra por design em sua região. Se quiser ser mais humilde, procure um profissional da área para que ele possa instruir você. Para que ele mostre de que forma você deve cobrar pelos seus serviços, de que forma você deve se portar diante do cliente que se acha o conhecedor de design.
Se você é estudante de design, fale com seus professores, amigos que já trabalham em alguma empresa que NÃO PRATICA especulação. Com certeza eles irão indicar à você alguma maneira de fazer design da forma certa.
Trabalhar de graça? NUNCA!
Então, cabe àqueles que sabem o quanto custa investir seu tempo, seu dinheiro gasto em faculdades, universidades e cursos, quando tiverem oportunidade de desenvolver projetos de design, aceitar participar deste “tipo de negócio”.
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* O Destino conduz quem consente e arrasta quem não consente.
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on quinta-feira, março 29th, 2007 at 2:37 and is filed under
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