Tendo morrido em 1231, aos 36 anos, foi canonizado no ano seguinte, tendo a Igreja logo reconhecido todos os seus milagres.
A este respeito, uma das histórias mais conhecidas é que um noviço levou emprestado seu saltério (breviário) sem o seu consentimento e foi obrigado a devolver porque teve uma aparição aterrorizante. A partir deste fato Santo Antônio passou a ser invocado para encontrar “propriedades perdidas.”
Foram muitos os milagres operados por Santo Antônio. As pessoas o chamavam de “semeador de milagres” e alguns dos mais conhecidos dizem respeito:
- a inscrição do sinal da cruz na pedra mármore da catedral de Lisboa;
- a uma sua pregação em Roma onde os que o assistiam ouviam em sua própria língua - conhecido como o milagre de Pentecostes ou da Arca do Testamento;
- a calmaria de uma tempestade durante uma pregação ao ar livre, onde os ouvintes foram preservados da chuva;
- ao fenômeno da bilocação (poder de se localizar em dois lugares ao mesmo tempo) onde aparece ao mesmo tempo na Igreja de N. S. de Montpellier e na Igreja do seu convento;
- a sua aparição, no momento de sua morte ao seu amigo abade Tomás Galo, em Vercelli;
- ao júbilo de Lisboa quando os sinos das igrejas tocaram sozinhos no momento da sua canonização.
Assim é que os milagres de Santo Antônio o fizeram um Santo com uma legião de devotos espalhados por todo o mundo, que atende as súplicas e promessas de todos os seus fiéis
.
Debilitado pelo seu grande trabalho de missionário e de evangelização, morre em Pádua no dia 13 de junho de 1231, e para homenageá-lo foi erguido um enorme Templo na cidade.
Quando da trasladação dos seus restos mortais, a língua – que tanto disseminou a fé pelo mundo – estava incorrupta e fresca e assim se conserva até hoje.