João Baptista era filho de Isabel, prima de Maria - a mãe de Jesus - e de Zacarias, um sacerdote do Templo.
Como Jesus, teve o seu nascimento também anunciado por um Anjo, pois seus pais já eram muito velhos.
As primas Isabel e Maria ficaram grávidas na mesma época e combinaram que o sinal que avisaria quem parisse primeiro seria uma fogueira. Assim foi feito e quando Isabel deu à luz a João Batista, logo foi acesa uma fogueira.
João significa “Deus é propício” e João Batista foi o precursor de Jesus. Já era predestinado a ser o “profeta do altíssimo”( Lc1,76) e começou a pregar muito cedo, no deserto da Judéia e nas margens do rio Jordão, batizando a todos aqueles que o seguiam com água – sinal de pureza - inclusive o próprio Cristo.
João Baptista, quando batizava, pregava um batismo de conversão anunciando a vinda de um Salvador, pois o reino dos céus havia chegado.
João saúda Jesus como o Cordeiro de Deus, uma referência à imagem de Isaías do cordeiro levado para matança para purgar os pecados e, talvez, referência também ao costume judeu de sacrificar um cordeiro na páscoa.
O certo é que São João passa a ser representado com um Cordeiro e também com uma Cruz.
Diferente da celebração de outros Santos, São João é também muito lembrado pela festa - conhecida como os festejos de São João - com quadrilha, iguarias feitas à base de milho (plantado no dia de São José, 19 de março), forró, fogueira (uma herança bíblica), fogos e muito mais.
Mas toda essa festança tem um grande significado simbólico, que é a Alegria que representa o nascimento de João para o povo de Deus.